sábado, 24 de janeiro de 2009

Xenon - afinal, como fiscalizar ???


Depois de evoluir das minguadas lâmpadas incandescentes para as eficientes halógenas, os faróis veículares finalmente ganharam as moderníssimas lâmpadas de descarga de gás, vulgo xenon. As lâmpadas de descarga de gás não são exatamente uma novidade, elas existem há vários anos no exterior e tem exatamente o mesmo princípio de funcionamento das lâmpadas fluorescentes, precisando igualmente de reator e starter. As lâmpadas xenon consomem 35 watts, contra 55/60 watts de uma lâmpada halógena H4 (o tipo mais comum), gerando cerca de 3 vezes mais luminosidade e com vida útil maior, sendo pois muito mais eficientes e seguras, pelo menos para quem está sentado atrás delas. Há xenon de várias cores, o espectro varia de 0 a 12.000 graus kelvins (temperatura de cor), sendo 6.000 k a cor mais próxima à luz do dia, ficando mais próxima do ultra-violeta para cima e do infra-vermelho para baixo. Na casa dos 3.000 k a luz tem um tom amarelado. Com 4.000 a 5.000 k (a maioria dos xenon), a luz tem um tom branco ou super branco, muitas vezes confundido com azul. A partir de 6.000 k, a luz é inegavelmente irregular, fugindo do padrão branco ou amarelo determinado pela Res. 14/98.

FISCALIZAÇÃO: primeiramente devemos diferenciar os veículos em três grupos: os que sairam com o xenon de fábrica, os que não temos certeza e os que fizeram a alteração posteriormente. Nos dois primeiros grupos, devemos verificar somente se a luz atende às cores branca ou amarela. Se tudo tiver ok o veículo deverá ser liberado. No terceiro grupo, independentemente da data de fabricação do veículo ou de instalação do xenon, obrigatoriamente deverá constar a modificação e o número do CSV no campo observações do CRLV (conforme determina a Res. 292/08, que revogou a 262/07, que revogou a 201/06, que revogou a 25/98), caso contrário será considerado como alteração de característica, ou mais especificamente, alteração do sistema de iluminação (230*XIII).

LAVADOR DE FAROL E REGULAGEM DE ALTURA: Não só os xenon, mas qualquer farol que emita a partir de 2.000 lumens, deverá estar equipado com lavador e regulagem de altura. A questão é que é preciso um medidor de luminosidade para sabermos se este limite foi excedido ou não. Em resumo, esqueça por enquanto a questão do lavador e da regulagem até que seja fornecido um aparelho homologado (o que provavelmente nunca irá ocorrer, a exemplo do medidor de transmitância luminosa das películas).

RESUMINDO: O alvo principal do CONTRAN são os xenon "made in fundo de quintal". Estes sim trazem insegurança ao trânsito, com seus fachos azuis fortíssimos e mal regulados. Por isso, atenha-se a fiscalizar os veículos que instalaram o xenon posteriormente, cobrando a presença da alteração no CRLV e esquecendo os detalhes técnicos das resoluções 680/87 e 227/07.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

7ª edição já dentro do novo acordo gramatical


Após mais de cinco anos de existência (oficialmente um pouco mais de um) o Bizuário chega à sua 7ª edição, já com o texto atualizado de acordo com o novo acordo gramatical que passa a vigorar a partir de hoje entre os países que adotam a língua portuguesa. Na realidade, não foram muitas as modificações, mas ficaram bem estranhas. Por exemplo, semi-reboque virou semirreboque, pólo turístico virou polo turístico, pára-brisas virou parabrisas, e por aí vai. Também estão incorporadas na 7ª edição as novidades trazidas com as últimas resoluções do CONTRAN, publicadas em dezembro, e uma pequena mudança no layout visando economia de tinta ou toner. Aliás, o Bizuário também é ecologicamente correto, pois a versão impressa só é feita em papel reciclado que, além de poupar muitas árvores, facilita as impressões frente e verso, por ser menos higroscópico que o papel branco. Disponível a partir do dia 11 de janeiro.